Histórias de sucesso

IR-5 · Pais de cidadão

Aos 67 anos, a Dona Célia foi morar perto dos netos — com os documentos em ordem

A filha, naturalizada americana, pediu o Green Card da mãe. O obstáculo eram certidões antigas com nomes que não batiam.

Quem
Dona Célia*
Via
IR-5
Ponto de partida
Interior de Goiás
Do início à aprovação
Cerca de 13 meses

O ponto de partida

Paula mora em Orlando há quinze anos e se naturalizou americana. Com os filhos crescendo, o desejo era ter a mãe por perto — não em visitas de três meses, mas de vez.

Pais de cidadão americano maior de 21 anos são parentes imediatos: não enfrentam a fila do Visa Bulletin. Parecia simples. Até a primeira lista de documentos.

O desafio

A certidão de nascimento da Dona Célia tinha sido registrada tarde, com um sobrenome escrito de um jeito; a de casamento trazia outro; a averbação do divórcio, um terceiro. A certidão de nascimento da Paula, por sua vez, precisava mostrar a filiação sem deixar dúvida.

Além disso, Dona Célia não fala inglês e tinha medo de "errar alguma resposta" e perder tudo.

“Eu achava que era tarde demais para mim. Hoje eu acordo e escuto meus netos no quarto ao lado.”

— Dona Célia*

O caminho

Pedimos as certidões em inteiro teor, com todas as averbações, e montamos uma linha do tempo dos nomes para explicar cada mudança. Tudo foi traduzido para o inglês com a declaração do tradutor exigida pelo USCIS.

A Paula cuidava da parte americana pelo portal, de Orlando; a Dona Célia mandava fotos dos documentos pelo WhatsApp, com a neta ajudando do outro lado da linha. A equipe conferia cada envio e avisava na hora quando algo saía cortado ou ilegível.

Para a entrevista, fizemos duas conversas por vídeo em português, explicando o que seria perguntado e o que levar no dia — incluindo o exame médico com o médico credenciado.

O resultado

A entrevista no consulado foi em português e durou poucos minutos. O visto de imigrante foi aprovado e, semanas depois, Dona Célia desembarcou na Flórida com a filha esperando no aeroporto.

Hoje ela leva os netos à escola. E ainda manda áudio para a equipe de vez em quando, só para contar como está.

* Nome alterado. Para proteger a identidade dos envolvidos, não usamos os nomes reais e alteramos detalhes que poderiam identificar cada pessoa. A via, os desafios e as soluções são preservados.

Cada caso é único e a decisão é sempre do governo americano. Esta história é informativa — não é aconselhamento jurídico nem garantia de resultado.